Evasão escolar: qual o papel dos professores nessa realidade?

Evasão escolar: qual o papel dos professores nessa realidade?

A evasão escolar, infelizmente, é uma realidade em todas as instituições de ensino. Há diversas causas que levam um aluno a abandonar a escola, e esse número varia de acordo com cada instituição e local do país. Sem dúvidas, evitar a evasão escolar é uma preocupação de todos os envolvidos com a educação. E por falar nisso, você sabe como está esse cenário a nível nacional?

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD), realizada pelo IBGE em 2019, mostrou que, de 50 milhões de jovens, 20,2% destes não concluíram alguma etapa da educação básica. Com o surgimento da pandemia, esse número ficou ainda maior. Outra pesquisa, realizada em 2020, mostrou que, dos 68 mil jovens entrevistados, 43% deles pensam em desistir de estudar. Estes são dados extraídos da Pesquisa Juventudes e a Pandemia do Coronavírus, feita pelo Atlas da Juventude.

Esse cenário é preocupante não só pensando na vida econômica das instituições de ensino, mas também, e principalmente, no papel delas como formadoras de cidadãos e na consequência desses indicadores para a sociedade.

Por isso, o cuidado e a atenção com os estudantes são importantes. Além da gestão da instituição, os professores também têm um papel essencial nessa realidade, afinal, são esses profissionais que atuam diretamente com os alunos.

Continue a leitura para entender de que forma o corpo docente pode colaborar para reduzir a evasão escolar da instituição.

Frequência e participação de alunos

É normal que ao longo do período letivo os alunos faltem algumas vezes às aulas . Contudo, quando isso se torna frequente, é um sinal de alerta. As faltas podem estar relacionadas a problemas familiares ou pessoais, porém, também podem ter relação com a didática do professor ou com as metodologias de ensino da instituição.

Por isso, analisar a frequência dos alunos é muito importante, e ninguém melhor do que os professores para realizarem essa atividade, afinal, os diários de classe, em geral, vão para a coordenação da instituição somente ao final do período letivo.

Por mais que esta seja uma prática simples e rotineira, ela é fundamental para se ter uma visibilidade da presença dos alunos em sala (seja em uma aula presencial ou virtual) e, assim, poder atuar previamente, buscando entender qual a causa das faltas e, se necessário, conversar com os potenciais alunos com risco de evasão, ou até mesmo, com os familiares.

Além da frequência escolar, outro ponto que precisa ser observado é a participação dos estudantes. Por isso, alunos engajados nas aulas apresentam comportamentos bem diferentes dos demais. Seja no baixo desenvolvimento de alguma atividade ou mesmo na não entrega de algum trabalho acadêmico dessa forma, já é possível notar que algo está errado.

Aulas interessantes e engajadoras

E por falar em engajamento, sabemos que a sociedade mudou a sua forma de consumo de informações. Atrelado a esse fato, hoje, a nossa atenção é dividida e disputada entre muitas atividades no dia a dia.

Então, como manter os alunos engajados na sala de aula? Será que as práticas educacionais da sua instituição acompanharam as mudanças da sociedade?

Os professores precisam adotar uma postura aberta e colaborativa em sala de aula, pois os alunos não querem mais agir passivamente e só “receber” conteúdos. Eles querem fazer parte da sala de aula como agentes. Portanto, promover o sentimento de pertencimento é fundamental.

Um professor que estimula a interação dos alunos, que os motiva para serem ativos e participativos em sala é um docente que já entendeu que não é mais viável somente uma relação unilateral de professor para aluno.

Uma boa prática é intercalar aulas expositivas com aulas colaborativas, assim, é possível fazer isso numa mesma aula. Dividir o tempo da classe com um bom planejamento auxiliará nesta tarefa.

Os diferentes recursos midiáticos também podem tornar as aulas mais atrativas, e hoje, o que não faltam são opções. Junto aos recursos, os professores devem buscar associar os conteúdos didáticos ao cotidiano do aluno, com uma visão mais prática e significativa.

Quem nunca se perguntou na escola: “Para que ou quando vou usar isso na vida?” Então, agora cabe a sua instituição perceber se responde essa pergunta aos alunos.

Comunicação e atenção ao comportamento dos alunos

A instituição de ensino é um ambiente de aprendizado, certo? Porém, mais que isso, ela é um local de interação social e desenvolvimento do ser humano enquanto cidadão.

Com isso em mente, o professor deve conhecer os seus alunos, interagir, “quebrar o gelo” em alguns momentos da classe, etc. Essas atitudes são positivas, pois deixam os alunos mais à vontade para interagirem com a turma.

Assim, o canal de comunicação entre aluno e professor deve ser sempre aberto e respeitoso. Essa troca de experiências entre a classe e os professores forma um ambiente de aprendizado positivo e acolhedor.

Por meio de uma comunicação transparente, é mais fácil de perceber as diferenças nos comportamentos de alunos, mudanças repentinas, atitudes incoerentes com o perfil do estudante etc. Por isso, um ponto muito importante para prestar atenção é o bullying que, infelizmente, é muito presente nas escolas.

E quando falamos em bullying, não estamos citando apenas o que acontece nas aulas presenciais, mas também nos ambientes remotos, como o cyberbullying. Saiba que há grande chance de um aluno evadir por conta de estar sofrendo algum tipo de abuso dos colegas.

E para encerrar esse tópico, não podemos deixar de falar das dificuldades de aprendizagem. Um aluno que não consegue acompanhar a classe, fica desmotivado e pode vir a abandonar a instituição. Para evitar a evasão escolar, os professores precisam perceber essas dificuldades e tomar as atitudes necessárias para ajudar os alunos.

Se cada aluno é um indivíduo único, logo, aprende de um jeito particular. Por isso, adotar diversas práticas metodológicas e de avaliação faz total diferença, pois abrange a classe como um todo. Se o professor notar que as dificuldades persistem, deve encaminhar estes alunos para a coordenação e acompanhamento pedagógico, a fim de prestar esse suporte o quanto antes.

Tecnologia adequada

Você já deve ter percebido que o professor tem um importante papel no combate à evasão escolar, não é mesmo? E para auxiliar nessa tarefa e em todas as outras que competem a esses profissionais, a tecnologia se torna uma ferramenta indispensável.

Frequência escolar:

Ter um sistema de gestão escolar que permite registrar essas informações e consultá-las a qualquer momento, certamente facilitará o controle dos professores, da gestão institucional e dos próprios alunos e responsáveis.

Trilhas de aprendizagem:

Se a sua instituição adota a modalidade EAD ou ensino híbrido, as trilhas de aprendizagem são uma boa forma de disponibilizar o conteúdo aos estudantes. Elas permitem uma jornada de aprendizado em que o aluno fica situado no conteúdo e tem maior autonomia.

Comunicação:

Com certeza a comunicação periódica com os estudantes faz total diferença. Por meio de um aplicativo ou de um portal acadêmico, a interação entre alunos e professores fica muito mais fácil e ágil. Isso faz com que o canal de comunicação permaneça aberto, mesmo fora da sala de aula. A própria instituição pode transmitir confiança e transparência nas informações acadêmicas e institucionais.

Aproximação dos alunos e das famílias:

Ao notar um aluno que seja um potencial evasor, é preciso se aproximar tanto dele, quanto dos familiares. Esse contato fortalece o relacionamento, pois o aluno percebe que não é só mais um número e que o professor e a instituição se importam com ele e com o seu aprendizado.

O que está ao alcance da instituição para evitar a evasão escolar?

Vale lembrar que a instituição tem um limite de ação para evitar a evasão escolar. Além dos pontos abordados anteriormente, em que os professores exercem um papel fundamental, vamos lembrar o que está no âmbito institucional?

  • Reforçar os diferenciais da instituição;
  • Caprichar no marketing digital;
  • Acompanhar o mercado e as tendências educacionais para oferecer atratividade e se tornar competitivo;
  • Qualificar o corpo docente;
  • Acompanhar alunos que sejam potenciais evasores;
  • Disponibilizar planos de pagamento de mensalidades com diferentes condições;
  • Ter uma tecnologia que atenda às demandas dos alunos e dos professores;
  • Aplicar a avaliação institucional.
  • Encaminhar alunos com problemas familiares à assistência social.

 

Para saber mais sobre esse assunto, preparamos um e-book especial com mais detalhes de como evitar a evasão escolar. Confira!

Entrega ebook evasão escolar

Paola Miranda

Paola Miranda

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